Desmatamento ilegal em Borba rende maior multa ambiental do Amazonas em 2025 Henrique Almeida/Ipaam O Amazonas registrou 495 km² de floresta desmatada nos últimos 12 meses, segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgado na quinta-feira (27). O número representa uma queda de 31% em relação ao período anterior e marca o segundo ano seguido de redução no estado. Apesar da queda, o Amazonas segue entre os estados que mais desmatam na Amazônia Legal.

O estado ocupa a terceira posição no ranking nacional, atrás apenas do Pará, com 818 km² desmatados, e do Mato Grosso, com 565 km². Juntos, os três estados responderam por 70% de toda a floresta destruída no bioma nos últimos 12 meses. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp 🏹 Pressão sobre terras indígenas As terras indígenas registraram a menor área desmatada entre as categorias territoriais da Amazônia Legal.

Ao todo, foram 46,96 km² devastados, o equivalente a 1,7% do total. Desmatamento diminui 57% no Amazonas, aponta Inpe Mesmo assim, quatro terras indígenas localizadas no Amazonas ficaram entre as 11 mais pressionadas pelo desmatamento no último calendário analisado pelo Imazon: Terra Indígena Andirá-Marau (AM/PA): 2,83 km²; Terra Indígena Sepoti (AM): 1,49 km²; Terra Indígena Vale do Javari (AM): 1,36 km²; Terra Indígena Yanomami (AM/RR): 1,08 km².

Segundo o instituto, quase 60% de todas as terras indígenas da Amazônia não registraram desmatamento nos últimos 12 meses. O dado reforça o papel desses territórios na preservação da floresta e na contenção dos impactos climáticos. Amazonas concentrou 26% do desmatamento em julho Somente em julho de 2026, o Amazonas concentrou 26% de todo o desmatamento registrado na Amazônia Legal.

O estado ficou atrás apenas do Pará, responsável por 30% da área desmatada no mês. Na comparação com julho de 2025, a destruição da floresta na região aumentou 26%. Degradação florestal recua 93% O boletim também aponta queda na degradação florestal, causada principalmente por queimadas e pela extração seletiva de madeira.

Na Amazônia Legal, a área degradada caiu 93% no ciclo 2025/2026. O total passou de 35.229 km², registrado no período anterior, para 2.577 km². É o menor índice desde 2023.

De acordo com os pesquisadores do Imazon, Amazonas, Pará e Mato Grosso concentram grandes extensões de floresta e exigem ações permanentes de fiscalização e combate ao desmatamento ilegal. O objetivo é reduzir a devastação e preservar os serviços ambientais e o regime de chuvas em todo o país.

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