Flávio Bolsonaro (PL) responde sobre ajuste fiscal, salário-mínimo e aposentadoria Flávio Bolsonaro afirmou, em entrevista à Globo nesta sexta-feira (28), que pretende reduzir o número de ministérios e de cargos comissionados para cortar gastos públicos caso seja eleito presidente. O candidato do PL também anunciou o médico Cláudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, como seu escolhido para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo.
O senador e candidato à Presidência da República pelo PL foi entrevistado pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. Ao ser questionado sobre como pretende estabilizar e reduzir a dívida pública, Flávio defendeu um “ajuste fiscal forte” e disse que fará um governo mais enxuto. O candidato, porém, não informou o tamanho do corte pretendido, em reais ou em pontos do PIB, nem estabeleceu prazo para atingir a meta.
“Eu vou cortar ministérios. Eu vou fazer um tesouraço inclusive nos cargos comissionados”, afirmou. Flávio disse ainda que pretende reduzir a burocracia e revogar mais de mil atos normativos no início do governo.
Questionado sobre o salário mínimo, Flávio não respondeu se pretende alterar ou manter a atual fórmula de reajuste, baseada na inflação e no crescimento real do PIB. “Eu não vou fazer economia com o povo mais sofrido brasileiro”, afirmou, sem assumir compromisso explícito com a manutenção da regra em vigor. Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República Globo/ Manoella Mello Flávio também não respondeu se pretende manter aposentadorias e benefícios previdenciários vinculados ao salário mínimo.
Questionado se esses pagamentos continuariam sendo reajustados junto com o mínimo, Flávio disse que não pretende fazer economia “em cima dos aposentados”, mas não esclareceu se manterá a vinculação. “Vou te explicar por que que não precisa também fazer economia em cima dos aposentados”, afirmou. Na resposta, Flávio disse que pretende obter recursos com o combate a fraudes e à corrupção no INSS, além de adotar ferramentas tecnológicas para controlar os gastos públicos.
Ao tratar da dívida pública, Flávio atribuiu a situação fiscal e o nível dos juros aos gastos do governo Lula. O candidato afirmou que uma redução da taxa Selic diminuiria as despesas com juros da dívida e argumentou que o corte de gastos ajudaria a criar condições para a queda dos juros. Flávio também relacionou o endividamento das famílias à política econômica do atual governo.
“Você, que está me acompanhando, provavelmente está endividado ou conhece alguém que está endividado, mas a culpa não é sua. A culpa é desse atual governo”, afirmou. Ministro da Saúde Durante a entrevista, Flávio anunciou o médico oftalmologista Claudio Lottenberg como seu escolhido para comandar o Ministério da Saúde caso seja eleito.
O candidato afirmou que a área será uma das prioridades de seu eventual governo. “Eu vou transformar a saúde pública numa saúde de qualidade, o SUS vai ser moderno”, prometeu. Lottenberg foi presidente do Hospital Israelita Albert Einstein e é presidente do Conselho Deliberativo do Hospital Israelita Albert Einstein, da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e do Instituto Coalizão Saúde (Icos).
Foi ainda conselheiro consultivo do Unicef e tem mestrado e doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em nota divulgada após a entrevista de Flávio Bolsonaro, Lottenberg confirmou ter conversado com o candidato e afirmou que, por sua experiência, está sempre disposto a contribuir com o país.
Veja a íntegra da entrevista: Tralli e Renata entrevistam Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL; veja íntegra Confira datas de outras entrevistas com presidenciáveis à Globo A entrevista com Flávio Bolsonaro é a quinta de uma série com os candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira (24), o participante foi Romeu Zema(Novo); na terça (25), Ronaldo Caiado(PSD); na quarta (26), Renan Santos (Missão); e na quinta (27), o presidente Lula, que busca a reeleição.
Reveja como foram as entrevistas de Zema, Caiado, Renan e Lula. A Globo convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.
Confira a data da próxima entrevista: 29 de agosto (sábado): Augusto Cury (Avante) Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Após a exibição, a entrevista vai ficar disponível na íntegra no g1 e no Globoplay. O 1º turno das eleições será em 4 de outubro.
Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República Divulgação Quem é Flávio Bolsonaro Flávio Bolsonaro, de 45 anos, é advogado, empresário e senador pelo Rio de Janeiro. Filho mais velho de Jair Bolsonaro, o “01” entrou na política aos 21 anos, em 2002, quando foi eleito deputado estadual no Rio.
Exerceu quatro mandatos na Alerj e, em 2018, chegou ao Senado com mais de 4,3 milhões de votos, tornando-se uma das principais vozes de defesa do governo do pai e da direita. Em 2026, disputa pela primeira vez a Presidência da República pelo PL. Flávio Bolsonaro (PL) na bancada para ser entrevistado por Renata Vasconcellos e César Tralli.
Globo/ Manoella Mello A candidatura foi anunciada em dezembro de 2025, após uma articulação com Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, e Flávio foi apresentado como o herdeiro político do pai. A escolha, porém, enfrentou resistência entre setores da direita que consideravam Tarcísio de Freitas uma alternativa mais competitiva. Inicialmente, apresentou-se como uma versão “mais moderada” do pai, mas endureceu o discurso contra o STF e voltou a repetir informações falsas sobre as urnas eletrônicas.
Na trajetória política, Flávio construiu a atuação principalmente em torno da segurança pública e de pautas conservadoras. Em 2014, propôs o programa Escola Sem Partido na Alerj e, em 2016, disputou a Prefeitura do Rio, terminando em quarto lugar. Em 2007, fez declarações favoráveis à atuação de policiais que integravam milícias, mas posteriormente afirmou que não defende esses grupos.
No Senado, propôs diferenciar o uso dos termos “milícia” e “esquadrão” em um projeto sobre crime organizado. A carreira de Flávio também foi marcada pelo caso das “rachadinhas”. Ele foi denunciado pelo Ministério Público em 2020 sob acusação de comandar um esquema de desvio de salários de funcionários quando era deputado, com suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de imóveis e de uma franquia de chocolates.
As provas foram posteriormente anuladas por decisões judiciais relacionadas ao foro privilegiado. Durante as investigações, Flávio comprou uma mansão de cerca de R$ 6 milhões em Brasília e afirmou que a aquisição foi legal. Em 2026, a campanha ainda enfrentou turbulências relacionadas ao caso “Dark Horse” e a disputas familiares, incluindo um racha com Michelle Bolsonaro, posteriormente seguido por uma trégua.
Veja as principais propostas de Flávio, registradas no plano de governo entregue ao TSE: Classificar facções criminosas, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas e ampliar o rigor no combate ao crime. Redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Em crimes como estupro, tráfico, tortura e assassinato, a maioridade passaria para 14 anos.
Criação de cinco novos presídios federais de segurança máxima, castração química para estupradores, fim da progressão de regime em casos de feminicídio e aumento da pena para furto de celulares. Criar um sistema voluntário de pontuação para recompensar comportamentos como fazer cursos, manter contas em dia, poupar, conseguir emprego ou formalizar um negócio. Os pontos poderiam ser trocados por juros menores, cashback, crédito facilitado e descontos em serviços.
Criação da Central da Mulher e de um aplicativo para atendimento de mulheres em situação de vulnerabilidade. Transformar o Supremo Tribunal Federal em uma “Corte Constitucional”, limitando decisões monocráticas, restringindo quem pode propor determinadas ações constitucionais e ampliando a presunção de constitucionalidade de atos do Legislativo.
Acabar com o foro privilegiado de deputados e senadores, estabelecer quarentena de um ano para ministros do governo indicados ao STF, combater nepotismo e conflito de interesses e redefinir competências do CNJ e do CNMP. "Tesouraço” nos gastos públicos prevê a redução de pelo menos dez ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas, além do combate a penduricalhos e supersalários no setor público.
Estímulo ao empreendedorismo por meio do programa Minha Primeira Empresa, com capacitação pelo Sistema S e crédito da Caixa. Revisão da reforma tributária. Contratos de trabalho de menor custo para jovens de 18 a 24 anos e para trabalhadores com mais de 50 anos.