O que cada candidato ao governo de MS planeja para o futuro do Pantanal O futuro do Pantanal, maior planície alagável do planeta e principal patrimônio ambiental de Mato Grosso do Sul, tornou-se um dos temas centrais dos programas de governo apresentados pelos candidatos ao Executivo estadual. Em comum, quase todos reconhecem o impacto das queimadas e da seca extrema sobre o bioma.

As diferenças aparecem nas soluções propostas, que incluem: Regulamentação da Lei do Pantanal; Fortalecimento de brigadas permanentes; Incentivos econômicos à conservação; Ampliação da fiscalização; Desenvolvimento do turismo sustentável. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp 🔎Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontaram que o Pantanal registrou em 2024 os maiores índices de incêndios para o primeiro semestre desde o início da série histórica do bioma.

Entre janeiro e meados de julho daquele ano, foram identificados cerca de 3,9 mil focos de calor, mais de 16 vezes o registrado no mesmo período de 2023. 🔎🔎No Pantanal, períodos de seca mais longos têm reduzido a disponibilidade de água e alterado o comportamento de animais e atividades econômicas da região. O fenômeno preocupa cientistas, que estudam o risco de o bioma atingir um “ponto de não retorno”.

O conceito não significa que o ambiente desaparece, mas que ele deixa de conseguir se recuperar mesmo com a redução dos impactos. 🔎🔎🔎Dados de satélite mostram que, no ano passado, a área coberta por água no Pantanal ficou 56% abaixo da média histórica. Entre os biomas brasileiros, o Pantanal foi o único a registrar essa situação.

Neste cenário, a implementação da Lei Estadual nº 6.160/2023, conhecida como Lei do Pantanal, e as estratégias para prevenir novos desastres ambientais ganharam espaço nos programas de governo. O que propõe cada candidato Daniel Lemes (PCO) Nos trechos analisados do plano de governo, Daniel Lemes não apresenta propostas específicas relacionadas à Lei do Pantanal, prevenção de incêndios ou gestão ambiental do bioma. Delcídio Amaral (PRD/Federação Renovação Solidária) Delcídio aborda o tema de forma mais geral.

O programa prevê a preservação das reservas ambientais estratégicas do estado e considera o Pantanal um patrimônio natural cuja conservação deve permanecer como responsabilidade permanente do Estado. Economista Renato Gomes (DC) Renato Gomes concentra suas propostas em três eixos: regulamentação da Lei do Pantanal, prevenção a incêndios e valorização econômica da conservação ambiental.

O candidato defende concluir a regulamentação da Lei do Pantanal por meio de debate entre produtores rurais, pesquisadores e ambientalistas. A proposta prevê zoneamento agroecológico-econômico, manutenção da pecuária extensiva tradicional e exigência de licenciamento rigoroso para o uso do fogo. Na prevenção aos incêndios, propõe criar uma brigada estadual permanente com aeronaves, equipamentos e brigadistas financiados por recursos do Fundo Amazônia e do Fundo Clima.

Também sugere ampliar o pagamento por serviços ambientais (PSA) e estruturar um mercado estadual de créditos de carbono para propriedades localizadas no Pantanal. Eduardo Riedel (PP/Federação União Progressista) Riedel apresenta a Lei do Pantanal como uma das principais realizações de sua gestão e defende sua consolidação. O programa prevê dar continuidade à implementação da legislação e ampliar os programas de Pagamento por Serviços Ambientais destinados a produtores que mantêm áreas preservadas.

Na área de prevenção, o candidato cita o fortalecimento de brigadas comunitárias de combate ao fogo e ações permanentes de apoio à prevenção de incêndios florestais. Outro ponto é a ampliação do programa Ilumina Pantanal, com instalação de energia solar, abastecimento de água e saneamento para comunidades ribeirinhas isoladas.

Fábio Trad (PT/Federação Brasil da Esperança) Fábio Trad afirma que os incêndios registrados nos últimos anos evidenciaram falhas estruturais do poder público na prevenção e resposta rápida às emergências ambientais. O candidato propõe criar um Plano Estadual de Proteção e Recuperação do Pantanal, incluindo monitoramento climático permanente, recuperação de áreas degradadas, preservação dos recursos hídricos e gestão integrada da bacia pantaneira.

Também prevê a criação do Sistema Estadual de Prevenção Climática e Gestão de Desastres e de um Fundo Estadual de Emergência Climática e Proteção Ambiental para financiar ações em municípios atingidos por queimadas e eventos extremos. Outra proposta é integrar conservação ambiental e turismo sustentável, com uma rede de observação da fauna associada a brigadas ambientais permanentes. Jeferson Bezerra (Agir) Jeferson Bezerra relaciona o Pantanal principalmente ao desenvolvimento econômico sustentável.

A proposta é fortalecer o turismo ecológico e o ecoturismo como principais vetores de geração de emprego, renda e conservação ambiental na região. João Henrique Catan (Novo) O plano de João Henrique Catan aposta no conceito de "proteger com quem conhece". Segundo a proposta, produtores rurais, comunidades tradicionais, pesquisadores e moradores do Pantanal devem participar diretamente da formulação das políticas públicas para o bioma.

Catan defende brigadas permanentes e monitoramento constante, mas também argumenta que a pecuária extensiva tradicional e o manejo de pastagens auxiliam na redução do material combustível que alimenta grandes incêndios. O candidato ainda propõe que novas obras de infraestrutura sejam planejadas conforme o ciclo das águas e as características naturais do Pantanal. Lucien Rezende (PSOL) Lucien Rezende centra suas propostas no fortalecimento da fiscalização ambiental.

O candidato defende ampliar a estrutura dos órgãos ambientais estaduais, intensificar o combate a queimadas ilegais e endurecer as punições para infratores. Também propõe monitoramento permanente dos impactos socioambientais provocados pela atividade mineradora na região de Corumbá e no entorno do Pantanal. Alerta: Pantanal é o bioma que mais esquentou em 40 anos.

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