Qualidade do ar em Santarém é destaque no Bom Dia Brasil Santarém, no oeste do Pará, amanheceu encoberta por uma densa camada de fumaça nesta segunda-feira (19). O fumaceiro, provocado por queimadas na região, reduziu a visibilidade em vários pontos da cidade e também atingiu a vila de Alter do Chão. O cenário é agravado pelo período de seca extrema e pela previsão de pouca chuva para os próximos dias.
Fumaça encobriu a Rodovia Fernando Guilhon, em Santarém; visibilidade reduzida exige atenção redobrada dos motoristas. Ana Thalia ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp De acordo com o meteorologista Alex Santos, professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a fumaça que chegou a Santarém é proveniente de queimadas registradas nos municípios vizinhos de Monte Alegre e Alenquer, que também enfrentam o avanço do fogo em áreas de mata.
Moradores registraram a intensidade da névoa cinzenta em diferentes regiões do município, incluindo o Eixo Forte, a área da Curuá-Una, a rodovia Fernando Guilhon e o Residencial Salvação. Motoristas precisaram redobrar a atenção nas estradas devido à baixa visibilidade. Nos rios, a fumaça também preocupou os navegantes, que enfrentaram dificuldades para enxergar e conduzir as embarcações em segurança.
A gravidade do cenário é confirmada pelos indicadores de poluição. Dados da plataforma IQAir, registrados às 10h desta segunda-feira, apontaram que o Índice de Qualidade do Ar (AQI) em Santarém chegou a 200 pontos. Essa marca classifica o ar da cidade como "muito prejudicial à saúde".
O principal poluente identificado na atmosfera foi o material particulado fino PM2,5, que atingiu a concentração de 126 microgramas por metro cúbico. Esse valor é 25,2 vezes superior ao limite anual recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Forte fumaça encobre o Residencial Salvação, em Santarém, em meio ao avanço de queimadas na região.
Ana Thalia Junto com Manaus, no Amazonas, Santarém registrou um dos piores índices de poluição do ar na Região Norte nesta segunda. Esse cenário crítico foi destaque no Bom Dia Brasil desta segunda. A possibilidade de melhora rápida no tempo é baixa devido à escassez de chuva.
Santarém acumulou apenas 6,5 milímetros de chuva em outubro, volume muito abaixo da média histórica de 53,8 milímetros para o mês. A previsão para esta semana é de apenas 10 milímetros, quantidade considerada insuficiente para dispersar a fumaça acumulada na atmosfera de forma significativa. Além do ar poluído, o município monitora a descida do Rio Tapajós.
Segundo o boletim diário da Defesa Civil Municipal, o rio atingiu a marca de 1,52 metro nesta segunda-feira. O nível está 1,45 metro abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, mas ainda supera as marcas históricas de seca de 2024 e 2023. A cota de alerta para o manancial é de 2,10 metros.
Diante da alta concentração de poluentes no ar, as autoridades de saúde recomendam que os moradores evitem praticar exercícios físicos ao ar livre. Também é importante manter portas e janelas fechadas para reduzir a entrada de ar poluído nas casas e reforçar a hidratação. O cuidado deve ser redobrado com crianças, idosos, gestantes e pessoas com histórico de doenças respiratórias ou cardíacas.