GloboNews debate Reprodução O GloboNews Debate recebe nesta segunda-feira (19) Edinho Silva, coordenador da campanha do presidente Lula (PT), e Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). 📺 ASSISTA AO DEBATE NESTE LINK Com mediação da jornalista Julia Duailibi, o programa discute as estratégias das duas campanhas na reta final das eleições presidenciais.

Veja o que os dois coordenadores de campanha disseram: Foco na reta final Coordenador da campanha de Lula, Edinho afirmou que o candidato à reeleição vai focar em mostrar as diferenças entre os projetos dos dois presidenciáveis na reta final da disputa. Segundo ele, o petista vai destacar propostas para a saúde, a geração de empregos e o desenvolvimento tecnológico do país. “São dois projetos distintos.

Nós vamos continuar na nossa campanha mostrando a diferença desses dois projetos”, afirmou Edinho Silva. "É um projeto distinto, né? Que defende o fim da jornada seis por um.

Significa você defender direitos dos trabalhadores, reposição do salário mínimo, reposição das perdas das aposentadorias, reconhecimento da importância do BPC, reorganização do SUS", disse. Edinho reconheceu que a saúde pública ainda enfrenta dificuldades, mas destacou a existência de programas para reduzir as filas de cirurgias, exames e consultas com especialistas. "Nós sabemos que a saúde no Brasil está muito longe daquilo que nós queremos, mas hoje o SUS funciona.

Nós temos programas para que a gente enfrente as filas de cirurgias eletivas, filas de consultas com especialistas, filas de exames. Portanto, tem um programa hoje para atender a população brasileira." Já o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, afirmou que a estratégia nesta reta final será enfatizar os problemas enfrentados pela população e intensificar as críticas ao governo Lula.

Na avaliação de Marinho, o PT apresenta há quase duas décadas propostas semelhantes sem conseguir solucionar problemas estruturais do país. “Nós estamos fazendo exatamente o que nós nos propusemos a fazer desde o início do ano: falar às pessoas a respeito dos problemas que elas estão enfrentando e a respeito de um modelo que claramente está exaurido, está falido.” Marinho também criticou a situação econômica do país e afirmou que a população está mais empobrecida, endividada e insegura.

Na avaliação de Marinho, o PT apresenta há quase duas décadas propostas semelhantes sem conseguir solucionar problemas estruturais do país.

“Nós estamos fazendo exatamente o que nós nos propusemos a fazer desde o início do ano: falar às pessoas a respeito dos problemas que elas estão enfrentando e a respeito de um modelo que claramente está exaurido, está falido.” Bolsa Família e direitos trabalhistas Questionado sobre uma declaração de Daniella Marques que repercutiu nesta segunda-feira (19), o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, negou que o candidato pretenda retirar do Bolsa Família beneficiários que completarem dois anos de emprego com carteira assinada.

Segundo ele, a fala da assessora de campanha foi distorcida. Marinho explicou que a proposta apresentada por Daniella, em entrevista à rádio CBN, na Bahia, prevê ampliar de 18 para 24 meses o período de transição para beneficiários do programa que conseguirem um emprego formal. “O que a Daniela falou hoje foi que a transição hoje para quem consegue uma carteira assinada e é beneficiário do Bolsa Família, que é de 18 meses, vai ser ampliada para 24 meses”, disse.

Já o coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, questionou o compromisso de Flávio Bolsonaro com a manutenção de benefícios sociais e direitos trabalhistas. Segundo ele, a desconfiança se deve ao histórico de votações do senador e às políticas adotadas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Edinho criticou a atuação parlamentar de Flávio em temas relacionados à licença-maternidade e à aposentadoria.

Também acusou o candidato de mudar de posição sobre o fim da escala 6x1 por motivos eleitorais. “Ele trabalhou o tempo todo contra a aprovação do fim da jornada seis por um. Mudou de posição porque a opinião pública fez com que ele mudasse a opinião por conta das questões eleitorais”, afirmou.

Segurança pública O coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, questionou as propostas de Flávio Bolsonaro para a segurança pública e criticou uma mudança na legislação que, segundo ele, dificultaria o rastreamento de munições. “A pergunta que tem que se fazer: a quem interessa o não rastreamento das munições?”, declarou.

Edinho também criticou o histórico de Flávio Bolsonaro na área de segurança pública, acusando o senador de ter condecorado milicianos e de ter integrado como advogado a defesa de um policial acusado de matar uma criança de cinco anos. “Quem condecora miliciano não pode falar em segurança pública. Quem é contra pôr na prisão o assassino de uma criança de cinco anos não pode falar em segurança pública”, afirmou.

Em resposta, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, afirmou que a mudança relacionada à identificação das munições faz parte de um projeto de alteração do Estatuto do Desarmamento, relatado na Câmara pelo deputado Alexandre Leite. Segundo ele, a proposta chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas não foi votada.

Marinho argumentou que as críticas de Edinho dão a entender que Flávio Bolsonaro seria o autor da proposta, quando, segundo ele, a alteração questionada corresponde a apenas um dos quase 40 dispositivos do texto. “Há uma diferença fundamental entre o posicionamento dele sobre um projeto de quase 40 artigos e a especificação de um único item”, disse.

“Esse projeto não foi votado.” O coordenador explicou que a mudança atenderia a uma demanda de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs), ao facilitar o reaproveitamento de munições e reduzir os custos de recarga. Segundo Marinho, a intenção não seria impedir o rastreamento. Questionado se Flávio Bolsonaro apoia as alterações propostas para o Estatuto do Desarmamento, Marinho respondeu que sim.