Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América Evan Vucci/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (27) que o presidente russo, Vladimir Putin, não vai atacar o território da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A declaração ocorre dias após a viagem surpresa do diretor da CIA a Moscou.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Mais cedo nesta quinta, Trump disse ao site norte-americano Axios que o chefe da CIA, John Ratcliffe, não havia sido enviado a Moscou para entregar uma mensagem em particular. "Ratcliffe se reúne com seu homólogo russo uma vez a cada seis meses ou uma vez por ano. Eles têm um relacionamento muito bom.
Não houve mensagem alguma e não houve nada de incomum", afirmou Trump. Segundo uma reportagem do jornal The Wall Street Journal, publicada na quarta (26), Ratcliffe viajou a Moscou para pedir à Rússia que não ataque nenhum país da Otan. De acordo com pessoas informadas sobre a viagem ouvidas pelo jornal, Ratcliffe disse para as autoridades russas que Moscou não deve tentar testar a capacidade de reação da aliança militar com uma ofensiva limitada contra um dos membros da Otan.
Avião militar dos EUA se aproxima de aeroporto da Rússia A viagem surpresa foi confirmada pelo Kremlin. O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, afirmou que Ratcliffe se reuniu com representantes da inteligência do país, mas não com Vladimir Putin. Segundo ele, o presidente foi informado sobre os contatos.
O alerta dos Estados Unidos foi motivado por novas avaliações de inteligência que apontam para a possibilidade de Putin tentar medir, nos próximos anos, até que ponto os países da Otan estariam dispostos a reagir a uma agressão russa, segundo o WSJ. O jornal informou que os cenários avaliados como possíveis pelos norte-americanos vão desde ataques cibernéticos até uma incursão terrestre de pequena escala contra um dos integrantes da aliança.
Os riscos surgiram em meio à guerra na Ucrânia e à baixa dos estoques de determinadas munições dos países ocidentais, incluindo os EUA. Segundo o WSJ, essas informações poderiam influenciar Putin a tomar uma decisão sobre o assunto. Foto de arquivo: Putin e Trump se cumprimentam durante encontro no Alasca, em 2025.
REUTERS/Kevin Lamarque