Consulta foi negada pelo plano de saúde por suposta inadimplência Reprodução/TV Integração Um plano de saúde foi condenado pela Justiça do Rio Grande do Norte a indenizar em R$ 10 mil uma família após negar a realização de uma endoscopia com biópsia a uma criança de 10 anos. O exame foi solicitado para investigar a causa de uma doença do refluxo gastroesofágico. A negativa ocorreu quando a criança chegou à clínica para realizar o procedimento, após cumprir 14 horas de jejum.
Segundo os responsáveis, o plano informou que o exame não seria autorizado por causa de uma suposta inadimplência. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp De acordo com o processo, o plano apontava como pendente uma mensalidade referente a fevereiro de 2024. Os responsáveis pela criança, porém, afirmaram que naquele mês o boleto havia sido emitido em nome de uma pessoa desconhecida.
A família tentou resolver o problema diretamente com a operadora por meio de ligações telefônicas, e-mails e mensagens. Mesmo assim, segundo os autos, o impasse não foi solucionado. LEIA TAMBÉM: Plano de saúde é condenado por negar medicamento a paciente com doença de Crohn Os responsáveis continuaram pagando as mensalidades seguintes e, diante da negativa do exame, entraram com uma ação judicial pedindo indenização por danos morais.
A operadora, por sua vez, atribuiu aos pais da criança a responsabilidade pelo erro na emissão do boleto e afirmou que a situação afastaria a existência de uma conduta ilícita. Justiça reconheceu falha do plano A decisão foi tomada pelo juiz Sérgio Augusto de Souza Dantas, da 18ª Vara Cível da Comarca de Natal, que reconheceu falha na prestação do serviço e determinou o pagamento de indenização por danos morais.
Ao analisar o caso, o juiz entendeu que a responsabilidade pelo erro na emissão da cobrança era da própria operadora. Na decisão, o magistrado afirmou que não poderia ser atribuída aos consumidores uma falha relacionada à emissão do boleto, já que essa é uma obrigação do plano de saúde. O juiz também considerou que a situação ultrapassou um mero transtorno, porque a negativa atingiu diretamente o atendimento de saúde de uma criança.
A decisão reconheceu a ocorrência de dano moral e fixou a indenização em R$ 10 mil. Agora no g1